
Há um tempo atrás postei este poema de Elisabeth Bishop, autora de interessantes escritos e dona de uma história plena de vida. Hoje, diante de algumas das minhas mais profundas angústias e também diante de uma grande certeza reedito esta poesia no blog. Entendam que não sinto tirteza ou mágoa, sinto apenas desapego e ao mesmo tempo, uma garra por outras oportunidades que se apresentam. A vida é assim, nos impele para frente, depois, nos manda voltar para resgatar nossa essencia divina. Alguns tem a coragem de voltar e enfrentar seus piores fantasmas, outros acham melhor esquecer de si e ir levando. Eu não sou mulher de ir levando, sou mulher que VIVE e HONRA esta encantadora missão que me foi dada agora. Estou caminhando e sei que as "coisas vem". Não é preciso implorar, não é preciso pegar na marra. A VIDA OFERECE!!! Algum tempo atras, eu não compreendia e vivia de "migalhas e restos" como cantou Cazuza, mas, pedindo desculpas ao genial cantor, estas raspas e restos não me interessam mais. Digo a todos que cada um é pleno de um DOM muito especial, que o ser humano é BELO e PURO em sua essencia e certamentamente pode e DEVE saber disto via palavra. EU CANTO E REENCANTO por isto. ESTOU AQUI VIVA APESAR DE... AMO E CANTO!!! Colham o fruto se sentirem fome, senão, deixem-no para quem busca a palavra que tudo liberta, AMOR
o poema de Elizabeth Bishop...
“A arte de perder não é nenhum mistério;
Tantas coisas contêm em si o acidente
De perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
A chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
Lugares, nomes, a escala subseqüente
Da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
Lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. E um império
Que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
– Mesmo perder você (a voz, o riso etéreo que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistério por muito que pareça (Escreve!) muito sério. “