A alma envelheceu para mim,
A quem buscar o novo vagido?
Sentir o sopro de um breve “sim”,
Aprendo a existir sem ter vencido.
Caminho agora em passo contido,
Como quem segue para retornar;
Quem dera o grito incontido
Fosse chamado ao teu pulsar.
Mas se no peito o calor demora,
Talvez renasça o impulso do sentir
Que a vida, em silêncio, ainda implora.
E mesmo o ser, por dentro consumido,
Descobre que a essência não se fora
Do coração que persiste comovido.
Escrito em 24 de fevereiro de 2026
por Cristiane França