
porque verão a Deus.


Em 1887, o senhor e a senhora Cassatt foram se juntar às filhas em Paris. Mary gostava da companhia dos pais, apesar de seu pai continuar a implicar com sua escolha de vida. Muito cedo na vida ela tinha decidido que sua carreira e seus objetivos eram incompatíveis com o casamento. Lydia, que tinha saúde frágil e era frequente adoecer, também não se casara. Logo após a exposição de 1881, foi o que aconteceu: Lydia adoeceu e dessa vez, sua mãe também. Mary largou a pintura para cuidar das doentes. Lydia não recuperou a saúde e faleceu em 1882, mas a Sra. Cassatt ficou boa e Mary pode recomeçar a carreira.
Enquanto a maioria de seus colegas Impressionistas se fixava em paisagens e cenas de rua, Mary tornou-se conhecida pelos retratos. Ela gostava, sobretudo, de pintar mulheres em ambientes domésticos, especialmente mães com filhos. Mas ao contrário das madonas e querubins da Renascença, seus retratos eram muito pouco convencionais, diretos e fieis à realidade. Uma conhecida estudiosa das Artes Plásticas, a americana Gemma Newman, observou que “o objetivo de Cassatt era demonstrar a força e não a doçura das mulheres; a vida real, e não o sentimentalismo ou o lirismo”.