segunda-feira, março 10, 2008

Caminhos possíveis

As conversas sem pretensões, soltas, geralmente nos trazem material oportuno para auto-conhecimento. Em uma ocasião, ouvi um amigo comentar para outro que participava de nossa mesa: a grande sacada da vida é que estamos aqui para nos relacionar, aprender e evoluir através disso. Simples!? Talvez sim na fala, mas, na ação tudo se trona diferente. A sabedoria dessa "sacada" é inquestionável e poucos se dão conta disso. O que impede? Para mim, o que limita o homem é a vaidade. Salomão, filho de Davi, no final de sua vida dizia: Vaidade, tudo é vaidade! Temos uma compreensão equivocada da vaidade, acreditamos que ela se reflete apenas na nossa aparência. Contudo, ela vai muito além disso. A vaidade são nossas pretensas verdades, nossas máscaras e sentimentos de vazio preenchidos com nossas neuroses. Somos vaidosos, somos muito vaidosos. A avaliação que temos do mundo acaba partindo da nossa auto-imagem. Tenho a impressão que, às vezes, não somos capazes nem mesmo de escutar o que nos é dito. Sempre há um julgamento, sempre parecemos muito melhores do que somos diante de nosso espelho. Não devemos limitar-nos, não é isso. Devemos sim, desvelar nossas potencialidades, vencer o mecanismo que nos aprisiona em nossas mentes e comportamentos. Somos únicos , mas também, unos. Parafraseando Simone de Beauvoir o outro é ponto de partida. Aprendemos sobre nós, por isso, a necessidade de liberdade. Não deformarmos as relações, não nos intimidarmos diante dos outros. Eles são tão humanos quanto nós. A idealização do objeto é por nossa conta! O sofrimento também!

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