
Manter a mente em constatante alegria, limpa de pensamentos e sentimentos de ira, ódio, temores, inveja e idéias sombrias requer atitudes constantes de autocontrole com redirecionamento de imagens mentais. Redescobri uma leitura muito interessante na Feira do Livro em Curitiba, na Universidade Positivo, a qual tive contato na infância e adolescência. Trata-se da Seicho-no-iê. Minha mãe, professora, especialista em educação e alfabetização, ávida de conhecimento e compreensão acerca da vida e suas questões mais profundas apresentou-nos este conhecimento belo. Lembro ainda o quanto me causava dúvidas algumas de suas concepções sobre cura, plenitude e superação através da educação para uma mente alegre e repleta de gratidão. Dizia minha mãe que nossa mente é "burra" porque somos inclinados para a trajédia. O pensamento ocidental é versado na cultura grego-romana que tem sua origem na trajédia e no drama. Minha mãe com tanta sabedoria nos presenteou com esta filosofia oriental que estava adormecida em mim até àquela manhã na Feira do Livro. O fundador desta filoofia, sr. Taniguchi, comenta que manter a mente limpa nos "salva" do venemo injetado em nossa circulação sanguínea com os temores, ódio ou ira. Deus, segundo ele, é Verdade Absoluta, Beleza Absoluta, Amor Absoluto, Paz Absoluta, Plenitude Absoluta... Pensar assim, requer "treino" para que nossas mentes ocidentais não se percam no drama e na trajédia. Sou psicóloga desde 1995 e acredito que todo o indivíduo é capaz da autorealizar-se. Se não acreditarmos intimamente que há felicidade e possibilidade de recuperação para quem nos procura, certamente, devemos estar no lugar errado. Freud proferiu que um ser feliz e considerado normal é aquele capaz de amar e trabalhar. Para amar e trabalhar temos sim que acreditar na felicidade que surgirá nos encontros decorrentes das nossas relações construídas com base nos afetos.
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