sábado, março 13, 2010

Como vejo Deus


Deus

Olha no espelho da alma.
Vê! Quanta pureza!
Contempla aquilo que
Deus preparou
em segredo...
Somente para você.
O seu maior desejo,
toda riqueza,
poder,
glórias...
Nada pode superar
o mistério que habita
no profundo do ser.
Código eterno, redenção,
amor...
Dentro
e não fora.
Dentro!
Olha:
você!
Não precisa crer,
apenas olha...
O universo está aí
contido bem dentro
de você:
Deus.

A pouco tempo atrás conheci uma nova palavra, da Bíblia, no Antigo Testamento. A magia desta palavra, “nephesh”, tornou-se um ponto de reflexão em meus devaneios e pensamentos. Um de seus significados é o alento, ou o sopro de Deus nos lábios dos homens. Gosto de pensar em Deus como este alento, a força vital que impulsiona os seres para sua realização pessoal e global. A inibição em falar em Deus deixo aos cientistas, aos poetas (pretensos...) apenas as letras, os versos e um amor transcendente. Acredito que a poesia, esta que escrevo, procura a Deus. Por que não confessar? Ou seria: com-versar. Manter um profícuo diálogo com este Deus sempiterno que jamais nos abandona, ao qual encontramos todos os dias nos gestos de afeto, nas atitudes otimistas, nas surpresas, na flor, nos filhos, na harmonia, nas soluções dos problemas, no perdão... No acolhimento, na crença de não estarmos sós.

Cristiane França

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