A pessoa que mora dentro de mim está triste.
Vou visitá-la hoje!
Tomaremos chá com bolachas e eu lhe falarei do céu e das manhãs que vejo o sol brilhar.
"as manhãs são tantas..." - vai me dizer - "que se torna repetitivo o fato de iluminá-las sempre".
Então,se isto não servir,falarei do silêncio.
Ela vai chorar. Eu sei.
Não perguntarei o motivo das lágrimas, mas, saberei que a culpa do silêncio não agradá-la é minha, pois, visito-a poucas vezes.
Falarei mais algumas coisas e me despedirei.
Esquecendo-se dela e da sua casa.
Sei que voltarei em outro dia, para falar novas coisas sobre o céu e o sol.
Mesmo que sejam disfarces perceptíveis das repetições anteriores de quando a visito.
Minha esperança, é que, um dia, eu a convença de ser menos amarga.
(Cristiane Maria França. Dança das Emoções)

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