quinta-feira, janeiro 31, 2008

Metades

As mãos sabem de seus nós:
quando em aliança, constroem a seu tempo.
Se apenas tato sentem o momento no infinito e alheio espaço que desenharam para si.
Outras mãos sabem, porém, que não formam nós.
Desatam (as dores, os dissabores...).
Não ropem, desatam...
No jardim plantam rosas e vivem impregnadas de seu perfume.
Não são as rosas, não são as sementes.
Nem mesmo a terra são.
Mãos de Assis...
Mãos, ir terão: irmãos.

por Cristiane França

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