sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Avós

Hoje, gostaria de me desculpar e não seguir na discussão de paradigmas como havia sugerido fazer. Quero falar de algo mais simples: as avós. A minha, em especial, chamava-se Maria (simplesmente). Uma mulher silenciosa, quase não recordo o tom de sua voz. Sinto que perdi a grande oportunidade de amá-la, compreendê-la e receber um pouco de sua sabedoria. A história dela é de uma mulher comum, melhor dizer, incomum! Acompanhou meu avô, José, na aventura de encontrar uma nova terra, riquezas... Assim viveu, até mesmo no meio da floresta amazônica! Mas, do que quero falar é de sua maneira de silenciar, de resignar. Ela formou uma família extensa, teve cinco filhos. A única mulher minha mãe. Talvez, não foi à toa sua escolha pelo nome de minha mãe: Leonarda, "forte como um leão". Assim, é minha mãe... A mãe de minha mãe soube ensinar, ensinou minha mãe a ser forte. O amor é assim, fornece lições. Devemos saber entendê-las. As avós são fontes de conhecimento e sabedoria, são nossas referências de laços primitivos. Aproveitar essa relação em nossa jornada é um privilégio. É desvendar o mistério do feminino. Em minha avó, talvez, a maior lição que tenha aprendido, quase sem querer, foi a sabedoria de aceitar os designíos da vida. Talvez, não resignar-se como ela fez em sua caminhada, mas, fazer deles grandes lições de aprendizado.

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