quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Amor romântico


Vou dar um "pulinho" no amor romântico e postar um poema que ouvi declamado em uma certa ocasião em que participei de curso acerca da poética de Gregório de Matos "O Boca de Inferno". Para minha pasmada ignorância era um poema romântico, assim como outros tantos que escreveu. Sei que lê-lo não trará a beleza daquela declamação que presenciei, mas, de qualquer modo, vale muito redescobrir essas peças raras. Aqui vai:

Anjo no nome, Angélica na cara,
Isso é ser flor, e Anjo juntamente,
Ser Angélica flor, e Anjo florente,
Em quem, senão em vós se uniformara?
Quem veria uma flor, que a não cortara

De verde pé, de rama florescente?
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus, o não idolatrara?
Se como Anjo sois dos meus altares,

Fôreis o meu custódio, e minha guarda
Livrara eu de diabólicos azares.
Mas vejo, que tão bela, e tão galharda,

Posto que os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

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