sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Auto-estima e desenvolvimento

A forma como pensamos na educação de nossas crianças envolve um fator importante, a auto-estima. É essencial que nossas crianças sejam percebidas através de suas potencialidades e essas sejam trabalhadas em seu desenvolvimento. As palavras são tão poderosas quanto as atitudes, através da atenção ao que traz a criança em seu repertório linguístico se pode perceber o modo dela estar no mundo. Mas, vale lembrar que perceber exige uma atitude posterior em abrir possibilidades novas para melhoria do desempenho e potencial.
A auto-estima está relacionada com o autoconceito que são os julgamentos sobre si próprio suas habilidades e capacidades (BEE, 1977). Pensar bem de si próprio significa uma auto-estima alta reconhecendo valor em suas habilidades pessoais, transferindo-se respeito e consideração:

Mas, grande parte de seu autoconceito, o grau de auto-estima, é favorecido em sua percepção do que as outras pessoas pensam dela. Por exemplo, uma criança pode ser considerada desajeitada porque ela foi assim chamada ou porque sua ocasional falta de coordenação tem sido excessivamente enfatizada. (BEE, 1977, p.221)

A interação entre emoção e raciocínio na formação do pensamento corrobora para a construção do grau de auto-estima que interfere no desenvolvimento da aprendizagem.
É claro que o desenvolvimento do autoconceito é um importante evento evolutivo O que a criança sabe e acredita que ela seja afetará todas as suas interações com os outros e, por influência o tipo de coisas que a criança irá tentar. O auto-conceito pode ter efeitos bastante amplos sobre o desenvolvimento de novas habilidades. (BEE, 1977, p.221)
Portanto, a interação entre emoção e raciocínio contribuí para a construção da auto-estima que, por sua vez, interfere no desenvolvimento da aprendizagem. Entendendo auto-estima como uma forma pró-ativa perante o mundo que cerca o indivíduo, uma capacidade de impor-se diante de um problema de modo positivo, um olhar de consideração sobre si mesmo, ou simplesmente amor próprio, serão essas experiências positivas pelas quais passa a criança em seu desenvolvimento que lhe trarão a certeza de uma auto-estima preservada.

BEE, Helen. A criança em desenvolvimento. São Paulo: Editora Harbra, 1977.

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